domingo, 2 de abril de 2017
PARQUE DE BODOCONGÓ É INAUGURADO EM CAMPINA GRANDE
A primeira etapa das obras do Parque Ecológico de Bodocongó, em Campina Grande foi inaugurada neste sábado (1º de abril).
O evento de inauguração do espaço contou com a presença do Governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), além de outras lideranças políticas.
Uma Unidade de Polícia Solidária (UPS) também foi entregue.
As obras do Parque Bodocongó, fazem parte de um projeto de urbanização do entorno do açude localizado na Zona Oeste de Campina Grande.
De acordo com o Governo do Estado foram investidos aproximadamente “40 milhões de reais”, por meio de uma parceria entre os Governos Estadual e Federal, sendo que nesta primeira etapa foram investidos na ordem “27,8 milhões de reais”.
A obra contempla calçadas, ciclovias, estacionamentos, quiosques de alimentação, quadras poliesportivas, um anfiteatro com capacidade para 450 pessoas, espelho d´água, pista de skate, área de Patinação, UPS e 2 quiosques com banheiros Públicos; Além disso um Largo de Acesso e da Praça Infantil/Idosos e academia de ginástica pública.
A Unidade de Polícia Solidária (UPS), que também foi inaugurada contará com um efetivo de 34 policiais, sob o comando do aspirante Souza Silva, duas viaturas, além de uma Força Tática e um trio da Rotam, que vão reforçar a segurança na área.
O projeto original da obra contempla ainda, até a sua conclusão total, o parque mais 1 espelho d’água, mais 4 quiosques de alimentação, mais 2 quiosques com baterias de banheiros e mais uma quadra de areia.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
BODOCONGÓ E SEU AÇUDE
Como todos sabemos, desde tempos remotos o nosso nordeste sofre as agruras de sêcas inclementes e até de estiagens prolongadas. Todavia, embora Campina Grande esteja localizada na área menos agreste, mesmo assim sofre em menor intensidade as grandes estiagens. Ate 1958 ano em que foi inaugurada a adutora de Boqueirão, a população de Campina Grande sofreu uma grande instabilidade no suprimento de água. Diante desse angustiante problema foi que as autoridades do passado se concentraram em construir açudes e até pequenas barragens. E foi dentro desse contexto que surgiram o AÇUDE VELHO por volta de 1830 seguido pelo AÇUDE NOVO construído dentro da mesma década, haja visto que em 1840 já foram executados reparos na sua estrutura. Finalmente, veio o AÇUDE DE BODOCONGÓ cujas obras foram iniciadas no ano de 1911 porém sofreram algumas paralizações vindo somente a ficar concluído no ano de 1916 e, no ano seguinte, transbordou pela primeira vez.
Naquela época, tanto a sociedade campinense como os políticos se mobilizaram para consumar a execução da grande obra. O Prefeito Cristiano Lauritzen pediu ajuda ao Governo Federal e, em pouco tempo chegava a nossa cidade o Eng. Miguel Arrojado Lisboa diretor da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas – IFOCS - Mais tarde transformado no atual DNOCS, e foram logo iniciados os serviços de localização da barragem e respectiva topografia. O Prefeito recebeu o apoio integral de todos os Conselheiros Municipais, atualmente Vereadores, que assinaram o ofício de solicitação ao governo federal no dia 19 de julho de 1911.
Agora, refiro-me específicamente ao Açude de Bodocongó, e por uma razão muitíssimo justa; É que ele está morrendo lentamente...! Está agonizando, depois de quase um século de utilidade pública o abandonaram de uma forma injusta e cruel. Lembro-me perfeitamente de quando cerca de uma dúzia de empresas incluindo indústrias têxtil, de celulose, de premoldados, de óleos vegetais e rações, beneficiamento de couros e peles, etc., eram todas abastecidas com água do velho açude. Lembro-me outrossim quando nos anos 50 do século passado, na sua margem paralela a BR, em frente ao então Curtume Antonio Villarim, numa casa rústica situada na prainha do açude, funcionava o nosso saudoso Clube Aquático de Campina Grande muito festivo e concorrido sobretudo nas matinais de finais de semana, quando prevalecia a prática do ski aquático com um grande número de lanchas e desportistas.
É profundamente lamentável e triste ver o açude com menos de 50% do seu volume original, em conseqüência do assoreamento das suas barrancas que anualmente são arrastadas pela correnteza obstruindo a sua bacia. Inúmeras vezes temos ouvido a administração pública local falar a imprensa sobre o assunto e prometer executar a dragagem e a revitalização do açude. Entretanto, o tal projeto nunca saiu da prancheta. Enquanto isso, o açude agoniza e Campina Grande poderá perder mais uma belíssima página da sua história. Portanto, fica aqui o meu apelo aos órgãos de imprensa local assim como a população como um todo a se manifestarem ativa e pacìficamente no sentido de que o Açude de Bodocongó seja restaurado e urbanizado e jamais venha a desaparecer do cenário que enriquece a história e a cultura da nossa Rainha da Borborema.
Naquela época, tanto a sociedade campinense como os políticos se mobilizaram para consumar a execução da grande obra. O Prefeito Cristiano Lauritzen pediu ajuda ao Governo Federal e, em pouco tempo chegava a nossa cidade o Eng. Miguel Arrojado Lisboa diretor da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas – IFOCS - Mais tarde transformado no atual DNOCS, e foram logo iniciados os serviços de localização da barragem e respectiva topografia. O Prefeito recebeu o apoio integral de todos os Conselheiros Municipais, atualmente Vereadores, que assinaram o ofício de solicitação ao governo federal no dia 19 de julho de 1911.
Agora, refiro-me específicamente ao Açude de Bodocongó, e por uma razão muitíssimo justa; É que ele está morrendo lentamente...! Está agonizando, depois de quase um século de utilidade pública o abandonaram de uma forma injusta e cruel. Lembro-me perfeitamente de quando cerca de uma dúzia de empresas incluindo indústrias têxtil, de celulose, de premoldados, de óleos vegetais e rações, beneficiamento de couros e peles, etc., eram todas abastecidas com água do velho açude. Lembro-me outrossim quando nos anos 50 do século passado, na sua margem paralela a BR, em frente ao então Curtume Antonio Villarim, numa casa rústica situada na prainha do açude, funcionava o nosso saudoso Clube Aquático de Campina Grande muito festivo e concorrido sobretudo nas matinais de finais de semana, quando prevalecia a prática do ski aquático com um grande número de lanchas e desportistas.
É profundamente lamentável e triste ver o açude com menos de 50% do seu volume original, em conseqüência do assoreamento das suas barrancas que anualmente são arrastadas pela correnteza obstruindo a sua bacia. Inúmeras vezes temos ouvido a administração pública local falar a imprensa sobre o assunto e prometer executar a dragagem e a revitalização do açude. Entretanto, o tal projeto nunca saiu da prancheta. Enquanto isso, o açude agoniza e Campina Grande poderá perder mais uma belíssima página da sua história. Portanto, fica aqui o meu apelo aos órgãos de imprensa local assim como a população como um todo a se manifestarem ativa e pacìficamente no sentido de que o Açude de Bodocongó seja restaurado e urbanizado e jamais venha a desaparecer do cenário que enriquece a história e a cultura da nossa Rainha da Borborema.
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